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Via Rápida

Emergência e primeiros socorros

Este tema ensina o que fazer quando algo corre mal na estrada: sinalizar e pedir socorro, prestar os primeiros socorros, reagir a um…

46 perguntas

Sobre este tema

Este tema ensina o que fazer quando algo corre mal na estrada: sinalizar e pedir socorro, prestar os primeiros socorros, reagir a um incêndio ou a uma agressão e tratar da declaração amigável e do seguro. É comum aos dois exames do CAM e corresponde ao módulo de situações de emergência e primeiros socorros do anexo I do Decreto-Lei n.º 126/2009 (ponto 2.3.4, com 21 horas na formação inicial comum), que inclui avaliar a situação, evitar o agravamento do acidente, socorrer os feridos, evacuar os ocupantes, reagir em caso de agressão e os princípios da declaração amigável.

A sequência base é prevenir, alertar e socorrer. Se vires um acidente à tua frente, liga as luzes avisadoras de perigo ao reduzires de repente a velocidade (Código da Estrada, art. 63.º), encosta à direita e para em segurança depois do local. Veste o colete e coloca o sinal de pré-sinalização de perigo a pelo menos 30 m da retaguarda do veículo, visível a 100 m (art. 88.º). Desliga a ignição dos veículos acidentados e não abandones o local; se houver mortos ou feridos, aguardas a autoridade (art. 89.º). O alerta faz-se pelo 112, que em Portugal é atendido por agentes de autoridade; dá o local, o que aconteceu e o número e o estado das vítimas.

No socorro, não movas a vítima, exceto perante perigo iminente de incêndio ou explosão, e não lhe dês comida, bebida nem medicamentos; tapa-a para não perder calor, em qualquer estação. O exame primário começa pelo estado de consciência. Se a vítima não responder, permeabiliza a via aérea com a extensão da cabeça e vê, ouve e sente durante 10 segundos se respira normalmente; se não respirar, inicia o suporte básico de vida com 30 compressões para 2 insuflações. Quem respira normalmente fica em posição lateral de segurança. Numa obstrução da via aérea, alternam-se pancadas entre as omoplatas e compressões abdominais, que não se fazem em grávidas. Numa hemorragia, comprime diretamente a ferida; num braço, a compressão indireta faz-se na artéria umeral. No sangramento do nariz, a vítima fica sentada, de cabeça direita, e apertas-lhe as narinas. Numa queimadura não toques na lesão; se a roupa arder, envolve a vítima num cobertor ou rola-a pelo chão. O extintor aponta-se à base das chamas e, num incêndio no veículo, a prioridade é retirar os ocupantes para um local seguro.

A declaração amigável preenche-se no local, de forma sucinta, quando os condutores estão de acordo sobre o que aconteceu, e os contactos das testemunhas podem ser decisivos. O sinistro comunica-se à seguradora no prazo mais curto possível, nunca superior a oito dias (DL n.º 291/2007, art. 34.º). O seguro obrigatório cobre os danos de terceiros e dos passageiros, mas não os danos corporais do condutor responsável (art. 14.º). Perante uma tentativa de agressão, evita sempre o confronto.

No exame, ordena mentalmente as ações: primeiro a tua segurança e a sinalização, depois o alerta e só então o socorro. Nas perguntas pelo que «não deve» ser feito, procura a ação que agrava o risco, como abandonar o local, manter o motor a trabalhar ou mexer na vítima sem necessidade.

Perguntas do exame sobre este tema (46)

Condução defensiva43

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