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Logística e contexto do transporte de mercadorias

Este tema situa o transporte rodoviário de mercadorias na economia e na logística: os modos de transporte e as suas vantagens, os tipos de…

31 perguntas

Sobre este tema

Este tema situa o transporte rodoviário de mercadorias na economia e na logística: os modos de transporte e as suas vantagens, os tipos de serviço, a organização das empresas e o vocabulário logístico com que o motorista lida todos os dias. Só aparece no exame do CAM de mercadorias e corresponde ao módulo de contexto económico e organização empresarial do anexo I do Decreto-Lei n.º 126/2009 (ponto 2.3.6, alínea b)), que inclui a concorrência com os outros modos, o transporte por conta de outrem e por conta própria, as especializações (cisternas, temperatura controlada, mercadorias perigosas, animais) e a subcontratação.

Muitas perguntas são definições do Decreto-Lei n.º 257/2007 (art. 2.º). No transporte por conta própria, a empresa leva mercadorias suas, em veículos seus, como atividade acessória; no transporte por conta de outrem, ou público, presta o serviço a terceiros mediante contrato e precisa de licença. Em carga completa, o veículo é usado em toda a sua capacidade por um único expedidor; em carga fracionada, por vários. A cabotagem é o transporte dentro de um país feito por um transportador não residente; o cross-trade, para um camião português, é o transporte entre dois países que não são Portugal. A granel seguem matérias sólidas ou objetos sem embalagem, diretamente na caixa ou no contentor. Um veículo refrigerado é isotérmico e tem uma fonte de frio.

Outras perguntas comparam modos. Os modos de transporte são o terrestre (rodoviário e ferroviário), o aquaviário, o aéreo e o tubular. A grande vantagem do rodoviário é a flexibilidade: serviço porta a porta, rede densa e rapidez nas distâncias curtas e médias, e é ele que leva a esmagadora maioria das toneladas no tráfego nacional. A ferrovia obriga a transbordos para chegar ao cliente final; o avião é rápido nas longas distâncias, mas caro e com pouca capacidade, e serve mercadorias leves, valiosas ou urgentes. No multimodal há um único contrato para todo o percurso; no intermodal a mercadoria segue na mesma unidade de carga, sem rutura de carga, mas pode haver vários contratos. O transporte por conta de outrem é mais eficiente do que o por conta própria porque faz mais quilómetros carregado, graças às cargas de retorno.

Fecha o tema o vocabulário de gestão. Trunking é a ligação entre centros operacionais com veículos de maior capacidade; logística inversa é o retorno de embalagens, devoluções e produtos danificados ou obsoletos para recuperação ou reciclagem; outsourcing e subcontratação querem dizer entregar a outra empresa parte da atividade; o just in time abastece no momento exato e reduz os stocks, o que exige pontualidade a quem transporta. Os carregadores valorizam sobretudo os prazos cumpridos. Os custos externos dos transportes são a poluição, os acidentes, as alterações climáticas, o ruído e os danos na natureza e na paisagem, e um transporte é sustentável quando responde às necessidades de mobilidade sem pôr em perigo a saúde pública e os ecossistemas. A responsabilidade social de uma transportadora abrange também os seus trabalhadores, e não só os clientes.

No exame, estas perguntas pedem sobretudo que reconheças a definição certa entre várias parecidas. Procura a palavra-chave (um único expedidor, sem rutura de carga, não residente, retorno) e, nas perguntas pela afirmação falsa, desconfia da opção que nega a flexibilidade do rodoviário.

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