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Saúde, ergonomia, fadiga e álcool

Este tema cobre a saúde do motorista e a sua aptidão para conduzir: ergonomia e postura, riscos profissionais, fadiga, sono e stress…

71 perguntas

Sobre este tema

Este tema cobre a saúde do motorista e a sua aptidão para conduzir: ergonomia e postura, riscos profissionais, fadiga, sono e stress, alimentação e os efeitos do álcool, dos medicamentos e das drogas. É comum aos dois exames do CAM e corresponde ao módulo de saúde, segurança e higiene no trabalho do anexo I do Decreto-Lei n.º 126/2009 (ponto 2.3.3, com 21 horas na formação inicial comum), que trata da prevenção dos riscos físicos e da importância da aptidão física e mental.

Muitas perguntas vêm do manual do IMT sobre saúde, segurança e higiene. A ergonomia estuda as interações entre a pessoa e os outros elementos de um sistema, para adaptar o trabalho ao ser humano; no posto de condução, isso quer dizer banco regulável, braços ligeiramente fletidos, encosto de cabeça à altura do topo da cabeça e cinto ajustado ao corpo. Para levantar uma carga, alarga a base de apoio, mantém as costas direitas, dobra os joelhos e encosta a carga ao corpo. Os riscos da profissão são a postura sentada prolongada, a manipulação de cargas, os riscos psicossociais, como o stress, e os riscos físicos, químicos e biológicos; as principais radiações vêm do sol. O stress não é uma doença, é uma resposta a estímulos que varia de pessoa para pessoa, e as pressões de horários e prazos estão entre as suas causas. Doença profissional é a que resulta do exercício da profissão (Código do Trabalho, art. 283.º).

A fadiga é um dos principais fatores de acidente. Aparece mais em ambientes monótonos, como as autoestradas, e à noite, e agrava-se com uma má posição ao volante ou uma cabina demasiado quente. Os sinais são os bocejos, as pálpebras pesadas e a dificuldade de concentração, e o remédio eficaz é parar e dormir, nem que seja pouco; o café e a janela aberta não chegam. Para o motorista profissional, a lei impõe uma pausa de 45 minutos após 4 h 30 de condução (Reg. (CE) n.º 561/2006, art. 7.º). A apneia do sono é perigosa porque o condutor não dá conta de que perdeu vigilância. Na atenção, a inatenção tem origem interna (estar absorto nos pensamentos) e a distração origem externa.

Qualquer quantidade de álcool afeta a condução: aumenta o tempo de reação e dificulta a avaliação das distâncias. Pelo art. 81.º do Código da Estrada, está sob influência de álcool quem tenha uma taxa de 0,5 g/l ou mais, mas para os condutores de pesados de passageiros ou de mercadorias o limite desce para 0,2 g/l. Alguns medicamentos, como os anti-histamínicos e os calmantes, dão sonolência e perturbam a perceção; se precisares de medicamentos que atuam no sistema nervoso central, faz-te acompanhar pelo médico. O telemóvel ao volante aumenta muito o risco de acidente, mesmo em mãos-livres. Na alimentação conta o equilíbrio: refeições a horas regulares, pouca gordura (enchidos e carnes fumadas puxam pelo colesterol) e, na roda dos alimentos, o grupo dos cereais, derivados e tubérculos é o de maior porção. O exercício físico ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares.

Nestas perguntas, a opção certa costuma ser a mais prudente e a mais completa. Desconfia dos remédios rápidos para o cansaço e das frases que limitam o risco do álcool a «beber em excesso».

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